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NRF 2020: conheça as novas macrotendências do varejo

Todo ano, a National Retail Federation promove uma das maiores feiras de varejo do mundo. Este ano, em Nova Iorque, ocorreu a NRF 2020 – Retail’s Big Show & Expo, que reuniu mais de 40.000 pessoas para compartilhar ideias, tendências,  parcerias e experiências. 

O título “2020” não foi à toa: conhecido como a “visão perfeita”, o número 2020, além de representar o ano em que estamos, faz referência ao cálculo exato no qual o ser humano enxerga normalmente todas as letras do teste de visão. O número 20 é devido à distância “20 pés”. 

Enquanto não estamos nas federações que vão até a NRF anualmente, contamos com o convite de um dos nossos clientes, o grupo Ancar Ivanhoe, que faz uma tour por cidades brasileiras com o Pós-NRF, um evento que apresenta as macrotendências apresentadas na feira. Vamos conhecê-las?

Diversidade importa!

Em 2020, não dá mais para ficar em cima do muro. As empresas precisam tomar partido e ter uma mensagem clara para o consumidor. Qual é o seu propósito de marca? Quais são os seus valores? Quem faz parte da sua equipe? Quais sãos os efeitos, o lixo e o impacto gerado pela sua cadeia produtiva?

Essas são algumas perguntas que mostram como o posicionamento não só tem sido importante, mas sim exigido pelos consumidores. Não dá mais para não se preocupar com o meio ambiente ou criar uma persona que não condiz com a realidade do seu público. A inclusão e a diversidade chegaram para ficar (ainda bem!).

Dados: tê-los e, realmente, usá-los.

Há um bom tempo, a Target iniciava um uso muito mais assertivo dos dados dos clientes para fortalecer suas vendas. Também conhecida como Business Intelligence, a estratégia busca não apenas ter os dados dos clientes, mas realmente usá-los de forma inteligente.

A cada ano, o mercado exige mais inteligência em análise e uso de dados. É por meio dessas informações que os varejistas poderão entender o comportamento do seu consumidor, seus momentos de compra, suas necessidades e também suas rejeições. Nada no “achismo”, tudo com fundamentos.

Loja física ou loja online?

São 10,4% o número de lojas online que representam o varejo dos Estados Unidos. Um número que só tem crescido. Com esse dado, dá para pensar que o PDV físico vai acabar. Mas a solução não é bem por aí. A forma de consumo é que tem se adaptado ao PDV online. 

Como assim?

A jornada de compra mudou: o consumidor pode escolher o produto online, obter todas as informações na web, avaliar preços e se direcionar até o ponto físico. Ou, ele pode ir no ponto físico, experimentar tudo, mas decidir pela compra online. Ou ainda pode mesclar as duas coisas: ver online, experimentar no físico e finalizar a compra no online. É preciso aprender e dar a chance dessas novas formas de comprar.

Jornada de compra e experiência

A loja Nordstrom, uma grande varejista do segmento de luxo dos Estados Unidos, mudou completamente sua experiência de compra ao fazer uma pesquisa e usar esses dados para entender o que o seu consumidor realmente queria. Algumas descobertas levaram a loja a adotar as seguintes estratégias:

  • Incluir a alimentação no momento de compra. Deixou de ser um passeio no shopping e passou a se tornar um happy hour, um momento de descontração com os amigos. Um dos pontos altos dessa estratégia foi formar um “Shoes Bar”, no qual os clientes podem degustar drinks, comer petiscos, enquanto escolhem sapatos
  • Provadores modulares: quem disse que é só você que vai entrar para experimentar? Um momento entre amigos, uma festa privada torna tudo mais especial. Pensando nisso, a loja dispõe de provadores modulares, que se ajustam à quantidade de pessoas que o cliente pedir (com um certo limite). Assim, todos podem fazer do momento de experimentar roupas uma diversão.
  • Uma loja apenas de serviços. Um os pontos de venda da marca não tem produtos para comprar. Ela é destinada apenas a prestar consultoria de estilo, ajustar roupas compradas de forma online e oferecer personalização nas roupas. 

A Nordstrom entendeu que o cliente queria muito mais do que comprar um produto, mesmo que ele fosse de alto luxo. E segmentou diferentes serviços para agregar valor e atrair o cliente para a loja de diferentes maneiras.

Outra loja que se destaca na jornada de compra é a Camp. Visivelmente, apenas uma loja infantil. Mas o PDV guarda um espaço interno dedicado 100% a experiência recreativa das crianças. A mudança na forma de venda elevou a taxa de conversão de 18% (considerada uma boa média de vendas) para em torno de 50%. Além disso, o faturamento da loja se dividiu em três vertentes de captação: ⅓ vindo pelas vendas de produtos, ⅓ do uso do espaço recreativo e ⅓ do investimento de outras marcas que patrocinam o espaço recreativo – usando-o de propaganda.

A Era das Plataformas

Facebook, Instagram, Pinterest, LinkedIn, Snapchat, Tiktok. Todos os dias, surge uma rede social para você entender como funciona e tentar se adaptar. E muita gente tem ganhado dinheiro usando-as da maneira correta. A princípio, o TikTok – que inclusive já falamos neste post – parece uma rede cheia de desafios para adolescentes. Mas grandes marcas entenderam que ela é uma ditadora de tendências e está cheia de um público jovem. Muito em breve, são eles que ditarão as regras do mercado. 

Enquanto isso, outros empreendedores fazem espaços instagramáveis com uma verdadeira experiência de visual e realidade aumentada. As pessoas pagam simplesmente para entrar, ter a experiência e fazerem fotos. 

Guga Schifino posando para um momento TikTok

Mas as plataformas estão muito além disso. Grandes redes, como a Amazon, usam a inteligência artificial para criar ecossistemas que abrangem as mais variadas necessidades do usuário. Os ecossistemas digitais criam serviços codependentes, sendo prestados virtualmente e em tempo real – e tudo suportado por dados digitais. A transformação digital é uma era que revoluciona não só o mercado de varejo, mas diversos hábitos do dia a dia. 

Agora, conta pra gente: qual dessas macrotendências foi a mais impactante para você? Sua marca já atua com alguma delas? Deixe seu comentário!

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