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Estratégia no mundo Pop

Antes de começar a empreender, primeiro, precisamos pensar no segmento ou nicho que vamos atuar. A fórmula que “sempre fez sucesso” é a que devemos seguir? Talvez, o caminho não seja exatamente esse!

Olhando para artistas do segmento da música, podemos tirar várias lições. Afinal, este é um mercado altamente competitivo, com produtos de diferentes tipos e, muitos deles, amplamente saturados. Sim, não é preciso sempre ser pioneiro e inventar a roda: o seu produto pode sim ser algo que já existe. O que vai diferenciá-lo dos demais (além da qualidade) é a estratégia de divulgação – e também a forma como ele será produzido.

Vamos analisar alguns artistas da Música Pop para ver que tipo de estratégia eles têm usado para se diferenciar no mercado – e para quebrar antigos padrões.

O que Anitta, Billie Eilish e Harry Styles têm em comum?

Eles se mantêm inovando, sempre! Poderia dizer: “simples assim”, mas não é bem por aí. Uma coisa muito em comum entre os jovens artistas é que eles se preocupam com uma produção diferente – e até um estilo musical diferente em cada um de seus lançamentos. Essa é uma forma de conversar com diferentes públicos e atrair ainda mais audiência para um nicho já conquistado.

Quebrando padrões, Anitta se tornou uma grande colaboradora, agregando desde os artistas “raiz” do funk carioca a grandes compositores, como Caetano Veloso. Harry Styles passou pelo pop, se lançou solo como folk (remetendo seu estilo musical a grandes sucessos de antigamente) e, agora, conseguiu mais de 12 milhões de visualizações em um único dia ao lançar o clipe da sua música “Lights Up”, que veio em um ritmo diferente de ambos trabalhados anteriormente, uma espécie de pop alternativo. A Billie Elish já comentou diversas vezes sobre sua vastidão de inspirações musicais e artísticas. E, em apenas um álbum, conseguiu unir diferentes ritmos, provocando sentimentos diferentes a cada música.

Acertando em cheio na dor do cliente de uma maneira performática, alguns clipes da Billie te atingem profundamente – é um sentimento compartilhado por milhões de adolescentes. Um dos maiores sucessos da cantora é o clipe “When the Party is over”, inspirado numa fanart – o desenho feito e entregue por uma fã. O resultado superou as expectativas do público, mas para isso teve uma produção à altura: nada foi simplesmente computação gráfica. “Levamos 12 horas em seis takes de filmagem com a tinta preta em meus olhos. [A tinta] estava mesmo em meus olhos, aquilo era muito muito real”, revelou a cantora.

Para fazer seus shows, a cantora Anitta também quer saber o que o cliente quer ouvir. Para ter certeza disso, ela utiliza pesquisa de mercado para entender as músicas mais ouvidas pelo público. Para o seu show no Rock in Rio, por exemplo, a cantora resolveu montar um storytelling que contava sua relação com o funk até o seu momento atual da carreira. Tudo isso estava conectado também ao seu figurino: criado pela Colcci, continha as cores da nova bebida que ela vai lançar em parceria com a Ambev, a Skol Beats 150BPM. Nada é por acaso no show. A cantora foi a primeira a levar o funk, gênero musical nascido nos morros do Rio, ao palco mundo – depois de anos de negociações para conseguir realizar sua apresentação – mas teve uma estratégia que iniciou ainda em 2011. Muito planejamento e consistência nos trabalhos da sua marca pessoal.

Já o novo álbum do cantor Harry Styles – Fine Line, com lançamento anunciado ainda hoje para o dia 13 de dezembro de 2019 – já tem boas perspectivas de resultado. O primeiro clipe, “Lights Up”, soma atualmente mais de 30 milhões de visualizações, mas fez 12 mi em um único dia. Apesar do cantor ter anunciado que sairia das redes sociais para se dedicar totalmente ao seu álbum novo, digamos que ele não ficou somente “compondo”. O inglês foi a personalidade de uma das maiores marcas de moda do mundo, a Gucci. E representou fortemente uma nova fase da moda: a das roupas agênero. 

Antes da divulgação do clipe, também foram espalhados diversos posters por algumas cidades com a frase “Do you know who you are?”, assinadas pela sigla “TPWK”, mensagem que o próprio cantor deixou antes de se ausentar do instagram: “Treat people with kindness” (trate as pessoas com bondade). A frase não anuncia somente uma música, mas toda a linha que seu novo álbum seguirá – falando sobre inclusão, sexualidade e sentimentos. “Eu quero fazer as pessoas se sentirem confortáveis ​​sendo o que elas querem ser. […] Eu sei que, como um homem branco, eu não vejo as mesmas coisas que muitas pessoas que vão para os shows”, disse o cantor à revista Rolling Stones.

Na prática: o que aprendemos com esses cantores?

  • Defina seu nicho. Mas isso não significa que você precisa fazer exatamente a mesma coisa sempre. Inove dentro do seu segmento. Faça num ritmo diferente.
  • Se atente à necessidade do seu cliente. Vimos que todos esses cantores falaram de assuntos sociais: a inclusão da cultura da favela em grandes festivais, a depressão que atinge cada vez pessoas mais jovens, a polaridade nas discussões sobre gênero e sexualidade. Todos esses assuntos são dores sociais. Você pode escolher não ir tão a fundo, mas precisa entender e solucionar a necessidade do seu cliente.
  • Sua comunicação precisa ser efetiva e criar conexão. Seja criando um relacionamento com o cliente, seja criando campanhas multifacetadas que conversem entre si, seja reconhecendo o que o cliente pediu e fazendo algo a respeito. 
  • Planeje e, realmente, faça. Todos eles tiveram ideias diferenciadas para lançamentos – mas nada ficou somente no plano. Toda a estratégia estava clara, o planejamento foi seguido e a ação foi efetiva. Esse conjunto gera resultados normalmente positivos.

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