Branding para Profissionais Liberais

Você aí! É, você mesmo: você se enxerga como uma marca? Muita gente sim, mas nem todo mundo consegue se engajar no mindset que vai fazer você sair do “sou uma pessoa que tem uma marca” para “sou uma marca forte e consolidada”. É sobre isso que vamos falar hoje.

Existem muitas diferenças entre gerir uma marca para uma empresa – na qual, usualmente, há uma equipe de marketing e estratégia por trás – e gerir uma marca pessoal. Mas os conceitos de marketing não mudaram: eles são os mesmos! Preço, praça, produto e promoção – os 4P’s do marketing – continuam sendo um ótimo ponto de partida para pensar em como fortalecer suas vendas. E o branding serve como background de tudo isso para fortalecer o seu valor percebido.

Quando estamos falando de pessoas, a execução das estratégias de marketing pode acabar saindo um pouco diferente. Ser e viver a sua marca diz respeito também ao que você faz cotidianamente e com quais ações você se compromete para gerar seu valor percebido. E o seu estado de espírito, humor e até suas prioridades diárias podem ser um empecilho em relação a isso. 

Como assim?

Um exemplo prático: todos sabemos que vídeos são o material que gera mais engajamento e alcance nas redes sociais atualmente. Mas, nem todo mundo está apto a fazer esse conteúdo e “botar a cara no sol”. Mas, imagine que uma grande empresa saiba que essa informação e possa usá-la para aumentar seus lucros em até 20%. Certamente, os vídeos entrarão na sua estratégia de geração de conteúdo. Enquanto muitos profissionais acabam não adotando essa estratégia por diversos motivos, entre eles: personalidade, falta de equipamento adequado, falta de tempo ou simplesmente vergonha.

Essa é a hora de reconhecer que a sua marca é a sua empresa. E, na hora de adotar estratégias para fortalecer sua marca e elevar seus lucros, o plano de ação precisa ser executado como “empresa” e não apenas como “pessoa”. Deu pra entender? Quando se fala de branding pessoal, o que você vai elevar é seu nome, sua forma de se relacionar com o público e seus resultados. Sendo assim, é muito importante ter autoconhecimento e saber o que é realmente um empecilho ou apenas uma forma de se esquivar de uma atividade que incomoda a pessoa – e não a empresa.

Valor percebido

Para você entender melhor como a sua marca é percebida, queremos propor algumas atividades. Pergunte a três clientes (ou pessoas que conhecem o seu trabalho):

Que diferencial você vê no meu serviço ou produto?

Quais são as três palavras que te lembram meu serviço ou produto?

Que marcas você conhece que acha similar ao meu produto ou serviço?

Quando obter as respostas, faça a seguinte análise:

Os seus clientes enxergam seu diferencial como uma solução para os problemas deles? Você sabe quais são os problemas dos seus clientes?

As palavras que seus clientes definiram são as mesmas ou são próximas das que você definiria sobre seu serviço ou sua marca?

As marcas mencionadas são marcas que possuem a sua mesma qualidade e valor? Seus clientes mencionaram que sua marca é única para eles?

Uma vez que você entender melhor qual é o valor que os seus clientes percebem sobre você ou seu serviço, você poderá escolher as melhores estratégias para fortalecer sua presença e seu valor de marca.

Na prática:

1. Adote um mindset de empresa: você é a sua marca, então, deve agir como tal. Para profissionais liberais, isso pode ser um pouco difícil, uma vez que sua “empresa” também se mistura com a sua vida. É importante reconhecer e separar.

2. Perca a vergonha: os stories são uma ótima forma de conexão com o seu público. O relacionamento não vem do dia para a noite, é preciso cultivá-lo. 

3. Reconheça seu valor percebido e trabalhe em estratégias de branding que possam engrandecê-lo.


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